30 dezembro 2011

Ex-quesito

Quanto tempo vai demorar pra passar?
Quando o mundo vai voltar a ficar do tamanho dos seus olhos?
Qual a fração do meu corpo que não clama pelo seu?
Quantas vezes eu preciso tentar te esquecer pra lembrar que sou péssimo nisso?

Elementar


Faltavam aqueles olhos a te observar
Segurar cada pedaço de céu seu caido no mar
Virar o barco e te afogar
Ter de novo um lugar reservado pro seu par

Era de olhos bem abertos que ela se perguntava
Se de novo aquele caminho de antes veria sua amada
Era com o medo, e com a falta que o fogo se alimentava
Hoje a noite seria de calor... e amor

Pare pra pensar e você irá vê-la flutuar... de longe
Não pense e estará como ela, solta no ar
O que é ela eu não sei
Mas me faz respirar

05 dezembro 2011

Destrutível

Vida larga, alarga, a lagarta
Morte um consorte, um corte, má sorte
Tida, a batida, abatida, abate, habita, habitat
Fóssil, ócio, se fosse fácil, dócil
Laços escaços, falsos aços, traços, tratos, pratos... porcelana.

26 novembro 2011

Se quiser

Meu coração
Feito a 4 mãos
Que assei no seu fogão
Só aceita uma ilusão
Se tiver
Sua colher
Se tiver
Uma palavra sequer
Que saída da sua boca
Peça para ser minha mulher

Olhos

Olhos nos olhos, olhos atentos, movimentos. Tudo se transformou de uma hora pra outra em um espetáculo, uma dança de ballet. Ele não sabia muito bem pra onde olhar com mais atenção, só sabia que não podia perder o que estava acontecendo diante de si.

Seu lugar sempre tinha sido o da platéia, mas mal percebia que ele também era o protagonista de um espetáculo tão grande quanto aquele que assistia. Achava que usava um disfarce a vida toda, mas ali estava aquela que via tanto o show como o que estava por de trás das cortinas.

Havia um misto de sentimentos, movimentos. Ela, sem perceber também, ao se inibir dava a ele todo o holofote que ele queria.

Dois contrários se igualando. Tudo era novo, mas tinha um quê de déjà vu, só que não com eles. Livros, histórias, contos, músicas, poesias descreviam o que só agora fazia sentido. Era o silêncio. Silêncio que trazia a calma de quem encontra aquilo que estava procurando. O alívio.

Não era mais preciso procurar, agora boa parte de suas energias se focavam em entender essa coisa diferente.  

E é claro que tudo tem um fim.
Mas talvez não seja uma despedida, talvez seja parte da dança. O segundo ato, o terceiro ato... até que as luzes se acendam.

A platéia nunca mais olhou pro mundo lá fora da mesma maneira que antes. É tudo uma mentira que promove a verdade. É a fantasia que permite a realidade.

18 novembro 2011

Silêncio

E o nada veio de remo
Remoendo a dor a nado
Nadando pra morrer na praia
Se afogando pra vida parecer mais... merecida, meretriz.

14 novembro 2011

A pergunta

E ela vem pra tirar o sono. Vem pra te dar um rumo, um lugar, uma via, um altar. Ela que te joga pra frente, e muitas vezes pra baixo. E é só com ela que você descobre.

Você, experto que é, cria outras esperando que a primeira vá embora. Tolo. Busca resposta pra trair a nossa anônima. E ela revida, gosta de viver sem aliado. Insolúvel, insensível, insaciável. Abraça com força e toma de assalto os desavisados. É a questão que gosta de ficar aberta. Porque maior que a certeza é dúvida...será?

01 novembro 2011

Perdido

Eu inventei um mundo pra ficar menos só
Inventei um gosto que é fácil de saciar
Tornei o açúcar algo difícil de se contrariar
Me perco só pra ninguém me localizar
E se o fazem, melhor me afastar
Porque se nem eu me acho, como pode outro alguém se aventurar?

09 outubro 2011

Ego

- Oi Clarice - tentava ele se comunicar.
- Oi.
- Não sabia que estava aí, o que estás fazendo?
- Ainda não sei, talvez esperando ordens.
- De quem?
- Suas.
- Minhas? Como assim? Porque eu haveria de lhe dar ordens?
- Admite que não as quer me dar?
- ...
- ...
- Eu odeio sua sinceridade.
- Mas gosta de mim ainda sim?
- Gosto.
- Gosta quando obedeço?
- Não e sim. Eu gosto quando obedece, mas por opção.
- Eu não tenho opção. Mas posso arrumar algumas, se é de seu querer. Mas ainda sim, uma única opção, continua sendo opção.
- Por que faz isso?
- Por que gosto de você.
- Gosta de me obedecer?
- Sim e não. Eu gosto de te obedecer quando isso me parece a única opção, não por eu querer, mas por ser aquilo, só aquilo, e nada mais.

_______________________________________________________

...
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.


04 outubro 2011

Euréka

Queria parecer ingênuo, incrédulo e secreto
Queria não poder ver de perto a distância que nos separa
Mas existem certos momentos que a gente precisa ser aquilo que não é para se tornar aquilo que quer ser
E eu hoje sou
Mas você ainda não é.
Então só me resta esperar (ou não) que você não seja você mesma, apenas por um dia, pois assim, quem sabe, você seja minha... para sempre.

28 setembro 2011

Nada de mas - Projeto Telefone sem Fio

Ilustra: Jacques A. Palermo

Engula, mas não prove.
Prove, mas não toque
Toque, mas não olhe.

--------------
Inaugurando com seu desenho neste projeto, Jacques Palermo.

03 setembro 2011

Sem dó

Você me inscreveu nas suas notas musicais
Cantou e me encantou
Com dedos angelicais
Me tocou
E eu desafinei 2 vezes mais
De tão bobo que sou
E não da falta que você me faz

22 agosto 2011

Errante

Ando ao acaso: caso, descaso, caso e descaso
De tanto descaso ao acaso, o caso é acatar o agora
Doravante perco o tempo, a rima, o ritmo
Acerca de você, eu me cerco

Hoje pode ser o dia
O dia da lembrança
Hoje e agora
Sem sombra, sem memória

Essa hora eu aproveito, deito e deleito
O antes eu não lembro
Só sento, sinto... não lamento
O futuro está lá fora

13 julho 2011

Herói Anônimo

Porque ele não tinha noção do perigo, foi lá e morreu
Porque ele não sabia amar, foi lá e amou
Porque ele não sabia que era feio, foi lá e se tornou bonito.

05 julho 2011

Auto-Mar

- Chega de ser alheio de sentimento
Um torpor vário, estasiante
Meio que calmante
Um alento
Com o pouco de fora
E nada do lado de dentro


- Vento é evento que sopra.
Na sobra de intento pra dar assunto
Fico calado meio abobado
Como tanto pobre, sem norte
Num sorriso de gente fraca e choro de gente forte


- Quero mais é que pinte mesmo
De azul ao escarlate
Um vazio, depois um estandarte
Pra recomeçar, tal qual navio que parte
Na aventura de se ver sem nada
Tendo só o que lhe sobraste

- Espero e avisto.
Nesse mar áspero e arisco
Uma ilha, um imprevisto
Um ponto bem quisto
Agora só falta provar que existo
Depois de um tempo sem êxito...
Paro e penso... logo desisto.

03 julho 2011

Contratempo

Eu não queria ter conseguido te conquistar
Era pra ser platônico
Era pra ser impossível
A realidade disso era mais do que eu poderia imaginar
Mas você se apaixonou por mim

Todo mundo quer ter alguém pra amar
Então eu escolhi você
Eu sei que você não tinha nada com isso
Mas agora tem, ou pelo menos teve

Não sei se escolhi muito bem
Quer dizer, sei
Mas vou fingir que não
Pra esse buraco no meu peito doer menos
E poder culpar alguém

Não sei mais o tempo que passou
O tempo que deveria curar
Se que ele criou em mim uma certeza
De que nada é feito pra durar

30 junho 2011

Inimigo

Você estragou a coisa mais bonita que tinha dentro de mim
E eu não te dei porque achava que poderia cuidar
Eu te dei porque achava que ficaria melhor em você
Você veste essa roupa, você veste essa levesa
Apesar de pesada, apesar dos pesares
Isso não serve em mim
Não mais

Era pra ser um sonho
Um sonho sonhado por dois
Era pra ser um jogo
Jogado aos pardais
Faz agora todo sentido
Que já não é mais sentido
Nem por mim, nem por você
Talvez por quem não devia
E entender só trás mais vazio
Nem dor, nem amor

Agora sei que espectativa existia
Era você, meu espectador
Esperava seu plano dar errado
Só porque o estrago lhe era mais certo

Você é melhor assim
De lado
Afim
Calado
Atrás...de mim

29 junho 2011

Invertido

Se era um tombo ou vaidade
Se tinha um pingo de realidade
Se fazia só por maldade
Eu não queria saber

Se vinha de fora ou de dentro
Se a intenção era só alento
Se a verdade tinha cabimento
Eu não queria esconder

Eu não queria uma explicação
Eu não queria a razão
Eu não queria ser mais um pião
Se desse pra escolher

10 maio 2011

Óbvio

Você parece tão óbvio
Corre trilhas, pisa em falso
Coleciona favores
Destrói espectativas

Você parece tão óbvio
Quando repete as mesmas palavras
Se entrega às mesmas pessoas
Procura uma saida

Você é obvio
Obviamente aquilo que eu procurava
Uma falta de clichê aqui dentro
Uma porta, que eu não quero atravessar

Você parece tão óbvio
Que chega a me dar calafrios
Você na verdade não é óbvio
Obviamente, o óbvio não me interessaria
Eu digo isso porque eu não consigo aceitar
Que estou completamente apaixonada pelo óbvio
Ou seja, você.

05 maio 2011

Quem saberá?


Estou traindo você, confesso
Era pra ficar bem no esquecimento, mas eu não esqueço
Não foi bem traição, entendo
Foi desligamento, temporário, imaginário, alento

Estou traindo você, queria que fosse mentira
Não entendo essa vontade de me manter fiel
Fiel a uma falsa conduta, filha da puta
Me colocando sempre na minha mira, que nunca atira

Estou traindo você, talvez ligue
Mas eu queria que soubesse
Não que isso vá acontecer
Mas nem por isso deixo de querer

19 abril 2011

Locador

E foi assim que ele se encontrou.
Despido, frente a um espelho
Reflexo, sem nexo
Certo de que houve um retrocesso
Errado, era o que queria estar

De trás pra frente, rebobinando
A fita, a vida, o vício, a chance, o lance, a corda e a vez
Vinha de vários lugares as sensações, passadas... de mão em mão
Presente, de Deus

Ele bem que sabia
Nada daquilo lhe pertencia
Nem as sensações, nem as pessoas, nem as roupas
Eram todas emprestadas, com data de entrega e multa
Multa por abusar, ficar demais, absorver

Mas o certo é entregar, se entregar
Não ficar com nada, pois pode ser usado contra você, e assim será
Direitos e deveres
A pena, ficar preso, ao passado

Ele agora estava sem nada
Ele agora se encontrou
Ele, com medo, quis voltar, só que não tinha mais pra onde ir
Ele, agora, sem ter o que agarrar
E só tendo a si mesmo
Agarrou aquele que nunca o deixou
O agora.

15 abril 2011

Dê vida a esse blog


Olá caros leitores deste blog, como vão vocês?

        Este post é direcionado especialmente para você. E obviamente o blog também, como um todo. Este post é para convidar vocês, que lêm este blog com certa frequência (ou não), a comentarem nos textos que público aqui. Quero também que este convite se expanda para os outros blogs que vocês gostam. Como eu sempre disse, a vida de um blog está nos comentários que os leitores deixam nele. Pois desta forma vocês, aí do outro lado da tela, estão interagindo diretamente com o autor.
         Gostaria que percebessem, caso ainda não tenham percebido, que o blog vive disso, dos comentários de seus leitores. Um blog sem comentários é apenas um devaneio no escuro de autor esquizofrênico. Não estamos aqui para falar sozinhos, porque se o quiséssemos, estaríamos com nossos textos guardados ou simplesmente não existiriam. O seu comentário, que muita vezes não deve demorar mais do que um minuto seu, é o combustível, o que dá motivação para mim e para qualquer autor de um blog a fazer novos posts, trazer textos cada vez melhores para vocês. E como saberemos que estes posts estão melhores? Adivinhe?
         Estou deixando um link, no banner acima, que o direcionará a um post que fala muito mais sobre esse assunto e bem melhor do que eu fiz aqui. Espero desta forma estar ajudando você a entender o quão importante é o seu comentário para nós, blogueiros e qualquer pessoa que gere conteúdo seja ela onde estiver.
         Muito obrigado a todos que deram comentários neste blog, por menor que seja o número de comentários o que importa é que você deu sua contribuição, participou com a sua opinião sobre o conteúdo e não somente um comentário automático. Gostaria de dizer que vocês são os grandes responsáveis por ele ainda existir. Continuem comentando, todos são lidos com o mesmo carinho e atenção... e euforia também (porque nada se compara a um email na caixa de entrada avisando que mais um comentário foi adicionado ao blog).

14 abril 2011

Fim.

- Hey, e aí cara?! Quanto tempo hein?
- Opa, que saudade!! Pois é, bastante mesmo. Como você está?
- Bem, e você?
- Também.

27 março 2011

Rascunho

Ele rabisca, nós rabiscamos e eu rabisco. A forma não tem tanta importância. Importante é colocar no papel, é sair das ideias, é correr da ponta do iceberg até o fundo do oceano, é sair pra ganhar vida.

A hora que você poe em prática é como se o mundo pudesse presenciar, perceber que você está ali. Não tem muita importância, não é importante até que você ponha em prática. Talvez você tenha medo de rabiscar, por não ser ainda perfeito, mas isso é controverso. Rabisque, rascunhe, tire essa coisa da sua cabeça e coloque no mundo, ou quem sabe, coloque na cabeça de outro. Não seja egoísta, o que as vezes pode lhe parecer louco, impossível, nada a ver, talvez já tenha sido muito visto, feito e quem sabe, seja passado. Só não foi lhe passado.

22 março 2011

À distância.

Como anjo você me acordou
Me acordou pra dizer adeus, e bateu asas
Nua, assim como veio assim se foi
Levando meu coração, minha calma
Alma eu ainda tenho, só não sei mais como é agora
Agora que tenho que procurar uma parede que for
Um pedaço de papel, de contas pra pagar
Pra de alguma forma registrar, o que ainda aqui ficou
Ainda arde em mim o nosso fogo
Mas agora parece grande demais pra uma pessoa só
Chego a suar sem saber o que acontece
Preciso escrever, pois não posso mais te beijar
Preciso apagar, pois não posso mais te afagar
Preciso me exercitar, porque amor, ainda estou no mesmo lugar.

15 março 2011

Desconforto

Nenhuma posição estava satisfazendo
Virava de um lado pro outro
Pensava em coisas antes proibidas
Era carregado contra sua vontade
Se viu correndo quando queria continuar andando
Sentia pressa, mas também sentia que não queria sair daquela posição confortável
Água fria
Vontade, alívio e um pouco de solidão
Volta pra casa
Estende os braços
(Pra ninguém)
Pega um caderno
Escreve e depois apaga.

10 fevereiro 2011

Fisiolofando (Projeto Telefone sem fio)

Ilustra: Lia Fenix

Por que água com açúcar acalma? Seria a substituição da mamadeira ou o açúcar que trás a infância a tona nos levando para uma época onde a falta de responsabilidade era permitida? Onde o castigo era a salvação?
Por que esse medo de multidão? Talvez a angústia de não se ver; muitos mundos, muita intromissão, muitos olhos, olhares, perda da intimidade, privacidade e silêncio. Muita atenção, por toda parte, inclusive a sua sobre a intimidade alheia.
Por que falar é pôr pra fora? Talvez porque o silêncio seja entendido como sendo pra dentro. É o oposto. É transformar em som aquilo que antes era apenas uma descarga elétrica. Mas continua sendo descarga, só que de idéias, sentimentos.
Por que a vírgula vem antes do ponto final? Porque sem uma pausa para respirar não se chega a lugar algum, quiçá o ponto final.

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Primeiro veio o texto por mim e depois a Lia fez o desenho inspirado nele. Obrigado Lia, ficou muito bom mesmo! Adorei! :)

05 fevereiro 2011

Cartel

Venho por meio deste
agradecer a atenção
A quem interessar
[possa, por gentileza]
Endereçar essa petição

"Faça-me o favor" - Diria ela ao seu autor
"Trate-me com carinho
Faça, não só um sonetinho,
Mas uma rima que tenha cor"

Desde já agradeço
Por não saber como começar
Um grande abraço aos que ficam
Boa viagem, mande um postal de lá

Grato aguardo sua resposta
E deixo um abraço também
Beijo eu mando aos mais íntimos
Quem sabe algo mais além

Contas de chocolate


Sei que não fui claro
E ao não ser, permiti que abristes os olhos
E imaginaste uma forma
Que se antes não fosse, agora se torna

Mas agora sou direto
"Quero você"
Essa é a verdade
Sem fantasia, sem máscara
Por mais que pareça singela
O que não falta é insanidade

Insano é o meu desejo
Que não tem rumo
Mas tem uma origem
Que eu agora fumo
Tragando a fuligem

E não obstante
Por mais que distante
Por hora, constante
Uma canção cativante
E mais que suficiente
Aos olhos dos amantes

Queria que fosse
Por antes não ter sido
Mas agora quero que seja
Por ter merecido

06 janeiro 2011

Afagocitose

Eu não lhe dou garantias, lhe dou riscos, rabiscos… nada de um papel em branco. Não cabe só à você, cabe à mim também permitir que os seus contornos se encontrem com os meus.


O mito que eu vá lhe fazer melhor é uma praga. Omito que eu possa lhe fazer melhor, só pra mostrar que na verdade é você quem o faz através de mim, com a sua permissão.


Vide a bula, talvez ela lhe mostre os riscos. Vire a cara, talvez assim você não veja e fique mais bonita de perfil, numa foto estática em preto e branco. O que foi feito pra ser apreciado não pode ser tocado, quem sabe trocado?


Uma falsa promessa é as vezes tudo que a gente precisa. Não precisamos que ela seja cumprida e nem mesmo justificada. A sua simples existência gera a sensação desejada e nada mais. E o que a gente espera mais do que a sensação? Diria um ingênuo que seria a realidade. Pois então eu lhe perguntaria: e como você toma conhecimento dela?

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