13 julho 2011

Herói Anônimo

Porque ele não tinha noção do perigo, foi lá e morreu
Porque ele não sabia amar, foi lá e amou
Porque ele não sabia que era feio, foi lá e se tornou bonito.

05 julho 2011

Auto-Mar

- Chega de ser alheio de sentimento
Um torpor vário, estasiante
Meio que calmante
Um alento
Com o pouco de fora
E nada do lado de dentro


- Vento é evento que sopra.
Na sobra de intento pra dar assunto
Fico calado meio abobado
Como tanto pobre, sem norte
Num sorriso de gente fraca e choro de gente forte


- Quero mais é que pinte mesmo
De azul ao escarlate
Um vazio, depois um estandarte
Pra recomeçar, tal qual navio que parte
Na aventura de se ver sem nada
Tendo só o que lhe sobraste

- Espero e avisto.
Nesse mar áspero e arisco
Uma ilha, um imprevisto
Um ponto bem quisto
Agora só falta provar que existo
Depois de um tempo sem êxito...
Paro e penso... logo desisto.

03 julho 2011

Contratempo

Eu não queria ter conseguido te conquistar
Era pra ser platônico
Era pra ser impossível
A realidade disso era mais do que eu poderia imaginar
Mas você se apaixonou por mim

Todo mundo quer ter alguém pra amar
Então eu escolhi você
Eu sei que você não tinha nada com isso
Mas agora tem, ou pelo menos teve

Não sei se escolhi muito bem
Quer dizer, sei
Mas vou fingir que não
Pra esse buraco no meu peito doer menos
E poder culpar alguém

Não sei mais o tempo que passou
O tempo que deveria curar
Se que ele criou em mim uma certeza
De que nada é feito pra durar

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