05 julho 2011

Auto-Mar

- Chega de ser alheio de sentimento
Um torpor vário, estasiante
Meio que calmante
Um alento
Com o pouco de fora
E nada do lado de dentro


- Vento é evento que sopra.
Na sobra de intento pra dar assunto
Fico calado meio abobado
Como tanto pobre, sem norte
Num sorriso de gente fraca e choro de gente forte


- Quero mais é que pinte mesmo
De azul ao escarlate
Um vazio, depois um estandarte
Pra recomeçar, tal qual navio que parte
Na aventura de se ver sem nada
Tendo só o que lhe sobraste

- Espero e avisto.
Nesse mar áspero e arisco
Uma ilha, um imprevisto
Um ponto bem quisto
Agora só falta provar que existo
Depois de um tempo sem êxito...
Paro e penso... logo desisto.

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