30 outubro 2007

Janela



Imprimi amigos
Esvaziei a lixeira
Comprimi o passado
Baixei o novo [o nível]
Programei o futuro
Abri uma janela
Queimei os arquivos
E então salvei a minha vida.

24 outubro 2007

Só pra irritar eu nego!



Só pra irritar deixo um sapo na sala
Te observo enquanto comes
Não faço juras
Conto tudo para os outros
Aponto seu erro
Desaponto suas expectativas
Canto música sertaneja
Não ligo
Ligo
Interrompo
Mudo suas idéias
Durmo antes
Fecho a cara
Faço de conta que você não existe
Nego seu expresso
Te estresso
Peço a conta
Te deixo esperando
E se algum dia você perceber o motivo de tudo isso
Eu nego!

18 outubro 2007

Plano 2



Não tenho mais cartas do outro eu
Nem promessa sei se ficou
Separados, cada qual para um canto
Um de pássaro outro de dor

Sou responsável pela parte que me coube do plano
Continuo com ele e por isso quero seu bem
Pois te dei a metade mais querida e sonhadora

Não conto mais os dias
Não quero esquecer
Do seu lado poesia
Do meu lado dever

Do remetente

Salvei o meu dia com o seu sorriso
Gravei um disco com o seu nome
Pintei meu muro com o seu rosto
Comi quando estava com fome

Antes da arte vinha você
Sair do parque, pra quê?
Praticar palavras soltas
Criticar as formas tontas
Se alegrar com as contas
Provocar as pombas

É claro que não passaria em branco
Não é fato que eu não tinha tanto
E é de fama que você vive em mim
É de cama que eu preciso sim
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Patrocínio: my last goodbye ([Divina Comédia])

16 outubro 2007

Dia-a-dia



De certo a despedida é algo curioso
Eu nunca sei se estou indo de verdade
Impressão de nunca ter ido
Muito menos me despedido

Vão-se as juras e as forças
Nada disso me faz melhor
Fodam-se as curas, das puras moças
Sem estima... de cor

Para que não muito me delonge
Vou ser breve no adeus
Muito embora pouca estadia
Sobra agora outro dia-a-dia

14 outubro 2007

Quando? Onde?



Escrevo pra esquecer
O que até agora tinha sido um sonho
Espero o inesperável
Reitero o que é infalível

O lado de cá ficou mais preto e branco
Fiz um pedido, mas não tenho gênio
Procurei mais uma vez
E só achei o meu receio de estar certo
De talvez não te ter mais por perto

Por enquanto eu vou arrumando a sala
E regando o meu jardim
Mas no entanto ainda sou só eu
E você... só você

06 outubro 2007

Presente

Enquanto o tempo passava eu me enganava. Me enganava que eu não estava sendo aquilo que eu não queria... podia não ser nada, mas nunca aquilo que eu não queria ser (engraçado como isso não exclui o outro). Mas como disse, me enganava. Eu estava num caminho esquisito, estranhamente familiar.
Soube como mudar a situação neste exato momento. Eu não sei precisamente como vou fazê-lo, mas vou. E isso é bom, pois eu não faço a menor idéia de como isso se dará. Nem mesmo o final desse texto.
De certo eu sei que a melhor coisa que eu tenho que fazer é não olhar pra trás e me enganar com as minhas memórias póstumas...

03 outubro 2007

Sem acento



Sentei pra escrever de alguém
E falei de mim...
Um quarto vazio
Três quartos também

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