09 outubro 2011

Ego

- Oi Clarice - tentava ele se comunicar.
- Oi.
- Não sabia que estava aí, o que estás fazendo?
- Ainda não sei, talvez esperando ordens.
- De quem?
- Suas.
- Minhas? Como assim? Porque eu haveria de lhe dar ordens?
- Admite que não as quer me dar?
- ...
- ...
- Eu odeio sua sinceridade.
- Mas gosta de mim ainda sim?
- Gosto.
- Gosta quando obedeço?
- Não e sim. Eu gosto quando obedece, mas por opção.
- Eu não tenho opção. Mas posso arrumar algumas, se é de seu querer. Mas ainda sim, uma única opção, continua sendo opção.
- Por que faz isso?
- Por que gosto de você.
- Gosta de me obedecer?
- Sim e não. Eu gosto de te obedecer quando isso me parece a única opção, não por eu querer, mas por ser aquilo, só aquilo, e nada mais.

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...
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.
- Quantas vezes tenho que te dizer que gosto de observar de longe?
- Uma só.


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