20 outubro 2016

Estábulo cheio

Produzo o vazio pra colher o nada
Cheio de liberdade
Ingenuidade

Monto um grande espetáculo
Saído de um tabernáculo
Protagonizado por um grande oráculo

Ele encanta a platéia
Aprisiona a atenção
Converte a atéia
Canta uma canção

Enquanto faço tudo isso
Crio falas sem rimas
Um joguete sem final
Uma cena, um vício
Do bem e do mal
Pra me dizer que o aplauso
Não foi pro meu lapso
Mas pro artista e seu iminente colapso

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