09 março 2008

Prazo de validade



Te encontrei numa prateleira de supermercado
Uma embalagem meio sujinha, uma marca desconhecida
Validade apagada e data de fabricação suspeita
Meio sem dinheiro resolvi te colocar no carrinho

Mesmo assim eu te levei pra casa
Escondi no meu armário entre outras embalagens antigas
Mas toda vez que eu abria, você se destacava
E deste modo eu esperei a ocasião especial



Luz de velas, cheiro de massa
O aguardo do momento


Lá vem ela
O perfume vence a massa
O sorriso vence a vela

Com cuidado eu te tirei
Com cuidado eu te abri
Só me dei conta do quanto passou
Quando seu prazo eu descobri
Um encontro esperado
Esperado até demais

5 co-mentários:

Leo disse...

sem comentários
bom... isso já é um comentário...

ah, vc entendeu a idéia!

Pensamentos Soltos disse...

Talvez eu seja a pessoa mais confusa (e inxerida) desse mundo. Mas o seu poema (ou seria poesia? definitivamente, não sei a real diferença entreas duas coisas) faz todo o sentido pra mim. Sem mistérios.

Ahn... releva, vai... hoje é um dia atípico.

Francine Ribeiro disse...

Mu, cada vez mais me surpreendo (e é uma boa surpresa, sempre) com vc!! A-DO-REI!!!!!

bjins

« grands ¥eux disse...

"te encontrei toda remelenta e estonchada no bar entregue as bebidas..."

ps: gostei do seu comentário. muito inteligente mesmo.

minha mãe dizia preu nunca ligar pras datas de validade. o importante é o cheiro. e o gosto.

prova.

« grands ¥eux disse...

pq meu coment nao aparece??

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